sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018









Textos alusivos ao Carnaval




8º ano, professora Carla Esteves

Carnaval, reina a alegria,
A brincadeira,
Risos e harmonia.
Neste dia especial,
As pessoas escondem-se nas fantasias,
Vão pelas ruas
A bailar e a sorrir.
Lá diz o ditado, é Carnaval ninguém leva a mal.


Carnaval

O Carnaval é uma festa
Onde reina a folia.
Celebra-se o último dia,
antes do início da Quaresma.

Uns vivem-no em família,
Fantasiando-se e deliciando-se;
Outros comemoram com o público,
Desfilando com euforia.

Para mim, o Carnaval é diversão,
É um momento de ilusão.
Como, bebo e fantasio-me,
Como se fosse o último minuto de emoção.
                                                                                               Marta Silva 8ºD










A vida é assim...

Fabiana Vieira, 8º B, professora Carla Celeste




Todos os dias ao acordar, deixo a minha “persiana” abrir lentamente, acionando automaticamente a minha mão direita para coçar levemente o canto direito do meu olho esquerdo, ou vice – versa, retirando os pequenos pedaços de lágrimas secas a que chamamos remelas.
Ponho – me a pé, ainda a espreguiçar, e da minha “janela” vejo novamente a minha casa (talvez, quem sabe, pela última vez). Então aprecio todas as suas formas e cores acompanhando o meu olhar com um suave toque prolongado pelo corrimão, enquanto os meus pés tocam no frio mármore das minhas escadas. Chegando lá abaixo, calço os meus chinelos e visto uma roupa quente, preparando – me para o que me espera lá fora. Sinto o café queimar – me a língua, enquanto levo um pedaço de pão com manteiga mal barrada à boca.
Olho em volta e pela minha “janela” vejo o meu pai e o meu irmão. Antes de sair, olho – me ao espelho mais uma vez só para dizer “Tu és linda!” e vou – me embora, enquanto deixo cair por casa uma despedida invejosa, por saber que eu vou para a escola e os outros vão continuar lá a amorracar.
Caminho lentamente até à minha paragem gélida e desgastada, enquanto converso com o meu prizinho (primo + vizinho. Olha eu a armar – me em Mia Couto). Da minha “janelinha” eu consigo mirar num rápido os carros que me acompanham pelo negro asfalto cor da noite, apontando as luzes ofuscantes na direção dos meus glóbulos oculares. Chegando à paragem, tenho a espera incessante pelo autocarro, que de qualquer maneira é mais quente que o frio cortante que corre no exterior. Vejo os meus colegas de paragem chegar, deixando um “Bom dia” às meninas e retirando as mãos meias quentes, meias frias do bolso para cumprimentar todos os machos que se encontrarem por lá. Enquanto esperamos, o silêncio pesado instala – se no nosso pequeno refúgio, sendo interrompido de vez em quando por algo como “As minhas mãos estão frias” ou “Olha, o autocarro já vai ali”. Nem sempre é assim, mas hoje, hoje é. Então, no meio de todo esse silêncio, ouve – se uma voz que diz “Chegou!” e nesse mesmo instante todos começam a pegar em toda a série de trouxas que os vai acompanhar todo o santo dia e todos dão um passo em frente, esperando que o automóvel verde e normalmente com um tipo específico e bem patrocinado de publicidade pare em frente do sortudo que sentirá a primeira lufada de ar quente. Entramos e sentamo –nos nos lugares do costume, quase parecem pré definidos. O meu é ao lado esquerdo do meu primo, atrás de uma cadeira que diz “B.S.C” (penso que foi escrito por algum tipo de adepto analfabeto que nem sequer a sigla do seu clube sabe… ou pode ter sido algum engraçadinho que decidiu juntar as raças…, mas não interessa). O autocarro continua o seu caminho, acompanhado por uma música folclore “fabulosa” que não dá tréguas a ninguém. Eu, já um pouco pálida dos enjoos frequentes que tenho nas viagens de autocarro, sinto – me aliviada, mas ao mesmo tempo não, por ver de longe as compridas e verdes grades que se estendem ao longo da nossa escola.
O autocarro para no sítio do costume e nós, uns pela porta da frente, outros pelas traseiras, saímos rapidamente para não ouvirmos nenhum sermão dirigido a nós (é que ninguém gosta). Aí, sigo o caminho habitual até ao que eu gosto de chamar a minha “prisão da semana”! O portão está aberto e, a muito custo, eu entro e passo o meu cartão, olhando para a minha cara ridiculamente feia que se estende sobre o ecrã (é que sinceramente eu não sei o que é que eles fazem, porque põem toda a gente com cara de peixe mal morto pintado pelo diabo às escuras!). Cumprimento as minhas amigas que já lá estão e juntas vamos para dentro da escola (Yupi!). Entramos e seguimos caminho até às escadas onde pousamos as mochilas e falamos sobre qualquer coisa que de interessante nada tem (só mesmo para entreter). Toca e dirigimo – nos à sala A06 para ter E.V. e, de manhã, seguem – se as salas C27, C25 e A03.
 E fiiinaaaalmmenteeeee, toca para almoçar! Dirigimo– nos para a fila, apesar de que, para vos ser sincera, eu nunca espero nas filas, eu sigo sempre AO LONGO da fila em busca de alguém que eu conheça e a quem me possa, disfarçadamente, abraçar e ficar lá até encontrar alguém que esteja ainda mais perto da COMIIIIDA. Chego ao meu destino e pego no tabuleiro, em seguida nos talheres e seguidamente no copo. Passo pela sopa e vejo o prato que está mais vazio, o meu, e deixo um “Bom dia” às cozinheiras (senhoras muito simpáticas), pegando no meu prato com comida. Hoje é frango assado e massa e para sobremesa tiro uma taça com bola de gelado, não uma, não duas, não…esperem, por acaso são só duas, o que mesmo assim é considerado sorte. Delicio – me e no fim vou arrumar o meu tabuleiro, saindo do nosso “restaurante escolar”!
Hoje é terça, o que significa que neste intervalo não há cá vadiagem, porque tenho de ir para o teatro. Eu e as minhas melhores amigas dirigimo– nos ao auditório, abrindo a porta e pedindo desculpa pelo atraso (a pausa para a casinha demorou um pouco mais que o esperado! Ops!). A professora está em cima da cadeira que se encontra em cima do palco e nós, os plebeus, sentamo – nos nas cadeiras de baixo (estou a brincar, gosto muito de si, professora!). Ouvimos com muuuuuiiita atenção os recados da professora e no fim, um a um, vamos abandonando a sala, encontrando – nos com os nossos amigos, para desfrutar um pouco do intervalo. Mas, como tudo o que é bom acaba depressa, assim também o nosso intervalo passa a correr e lá temos nós de voltar, agora para a sala D42. Entramos na sala e, depois de dizer o obrigatório “Good afternoon” à professora Marta, cada um senta-se nos seus lugares e tira os seus “Swoshs” da mochila, acompanhado pelo caderno e pelo porta – lápis. Depois toca e, finalmente, para a última aula temos de nos dirigir à sala SV13/1, onde temos E.T. com a nossa diretora de turma, disciplina de que eu até gosto bastante. Neste momento, estou a pintar um quadro sobre a família dos Watersons da série animada   “ O incrível mundo de Gumball”, série que eu até aprecio, mas o quadro é para o meu pirralho de 8 anos, o Martim. Acaba a aula (mas o quadro ainda não, é que eu sou um bocadinho, só um bocadinho lenta!) e eu dirijo – me para o Saxo azul do meu tixi (tio + táxi. Eu acho que me estou a sujeitar a um processamento por plágio, tipo à Tony Carreira!), acompanhada pelo meu primo, para, os três juntos, nos dirigirmos às nossas duas casas germinadas, bem juntinhas. Pelo caminho, falamos sobre como correu o dia de todos e, quase chegados a casa, temos de fazer uma paragem para recolher o meu irmão e a minha prima e depois PARA CASA É QUE É CAMINHO. Chegamos e o meu tio Zé buzina, para confirmar se o seu cão, o Dunga, está cá fora e se há necessidade do meu primo sair do carro para o ir segurar.
Enquanto isso, eu e o meu irmão despedimo – nos e saímos do veículo de quatro rodas movido a gás, para voltarmos para a nossa casinha (de onde nunca devíamos ter saído!). A minha mãe vem apressadamente com o meu outro, mas mais pequeno, maninho ao colo, eu entro e sinto o calorzinho acolhedor da nossa casa. Dou um beijinho seco e barulhento na minha mãe e no meu maninho. Descalço os meus pés suados e malcheirosos, calço os meus chinelos bordô às bolinhas (estilo pin – up) e procuro algum sítio onde me possa sentar. Escolho o meu melhor amigo, o sofá. Sento – me e vejo um pouco de televisão, mas logo de seguida, por muito que eu não queira, tenho que ir lá para cima fazer os trabalhos de casa. Mas antes passo pela cozinha, em busca de algum tipo de prova visual sobre o que será o jantar, tipo C.S.I. Vejo uma colher, um bocado de papel de alumínio e… hmmm sinto um delicioso cheiro a passar pelas minhas narinas. Cheira – me a perna de perú com batatas assadas com aquele molinho delicioso que só a minha mãe ou o meu pai sabem criar e recriar.
Faço os trabalhos de casa que consigo e olho para o relógio. São 18:40, o que significa que é hora de pôr a pata na estrada e rolar até ao centro social de Souto Santa Maria, para ter catequese. Entro, reparo que a luz já está acesa e ouço risos, o que significa que definitivamente o Rúben já lá está. O Rúben é um amigo de infância que por acaso é muito chato e convencido, mas quando quer sabe ser engraçado (à sua maneira, mas pronto tem que ser!) “Prontos, meninos podem sair!”…neste momento todos se dirigem para a porta, incrivelmente calmos, porque na escola parece que uma onda sísmica ultrapassa aquele chão e por toda a parte se ouve cadeiras a bater e pessoas emanadas por um espírito selvagem a correr por 15 minutos de liberdade…mas aqui não, aqui caminhamos calmamente até à porta, se calhar é por sermos apenas 8, mas isso é só um detalhe. Caminho pela minha rua acima que é iluminada por alguns candeeiros de luz fraca e laranja, enquanto tenho em mente a deliciosa perna de perú e as deliciosas batatinhas que vou deixar escorrer pelas minhas goelas abaixo quando chegar a casa.
Chego a casa, já um pouco a ofegar da corridinha que dei rua acima, armada em Usain Bolt, e agora, já com mais calma, vem o meu pai abrir – me a porta e eu entro e digo “Olá a todos”, seguindo imediatamente para a mesa. Sento-me e aquele cheirinho que outrora senti continua lá, no mesmo lugar, e a minha língua percorre os meus lábios salivantes. Tiro comida para o prato e delicio – me, muito feliz. Em seguida, vou tomar um banho, visto o meu pijama do Snoppy, um pouco de televisão, um pouco de telemóvel, mais um pouco de televisão e “P`ra caminha meninos!”. Eu e o meu irmão seguimos em fila para a cama, a minha mãe aconchega e dá um beijinho de boa noite a ambos.
Eu, já deitada, mesmo antes de fechar os olhos, reflito sobre o meu dia, e o quanto ele valeu a pena, tanto que até escrevi um texto sobre ele, tanto que valeu quatro páginas de um dia banal, mas diferente… porque se calhar todos os dias são diferentes, mesmo sem darmos por isso. E antes de fechar os olhos, antes de fechar a boca e dizer uma última palavra entre tantas outras deste dia, eu digo “Obrigado!”. Obrigado a todos os que leram este texto até ao fim, a todos os que fazem os meus dias valerem a pena, a todos os que me fazem levantar a espinha da minha cama confortável e quentinha para sair da porta de minha casa, encontrando este frio imundo que assombra as manhãs de todos os dias; obrigado a todos os que me fazem saber um pouco mais todos os dias, desde Ciências, Português até às artes e muito mais…; obrigado a todos os que me fazem dar um sorriso de alegria, libertador e contagiante, como se fosse o último. E aí fecho os olhos e sorrio, porque amanhã…amanhã é outra história.

                                                 Fabiana Vieira 8ºB



quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018




Textos alusivos ao S. Valentim

O primeiro amor
é algo indescritível,
algo que se sente apenas uma vez.
Quando se ama alguém de verdade,
ficamos nervosos e sem palavras,
mas, depois de descoberto, é uma aventura maravilhosa.
                                   André Abreu 8ºB

Amor no coração
Amor, um sentimento universal.
O Amor é um sentimento distinto de todos os outros e que se pode viver das mais variadas formas.
Frases, beijinhos, abraços, gestos, risos, choros…atitudes são manifestações de puro Amor.
O Amor mora no coração de uma mãe, de uma criança, do mendigo de rua…no coração de qualquer um de nós.
Sim, toda a gente tem Amor no coração, mas nem todos conhecem o seu verdadeiro poder e significado.
O Amor não é apenas um sentimento, é uma escolha de vida que rejeita o egoísmo. Uma escolha vinda bem lá do fundo do nosso coração.

             Maria Silva

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Amor …
Pode ser sentido de várias formas: muitas vezes amamos objetos, coisas sem valor, e deixámos de lado aquilo que realmente tem valor.
Família – o que mais amo na vida, o que nasci a saber amar, as pessoas que sei que nunca me vão falhar. Às vezes, ponho-me a pensar no que teria sido de mim sem os saber amar.
Vitória – o eterno e grande amor da minha vida, aquele sem o qual não vivo. Desde que me lembro que amo o Vitória e não pretendo mudar. Apesar das tristezas, é um amor inexplicável.

                                                                                           Anónimo


Amor, é o dia
De São Valentim.
Tão cheio de alegria
E um sentimento sem fim.

O amor é uma semente
Que nasce e floresce
Espontaneamente
E não esmorece.

O amor é um mar de emoções
Que agita os nossos corações,
Trazendo vagas de desilusões
Cheias de contradições.

                                                                               Lucas Fernandes 8ºB


Uma história de São Valentim

É noite de 14 de fevereiro, dia de S.Valentim. Estou sentada na minha cama e a pensar “Mas afinal, o que será o amor?”. Ninguém sabe explicar ao certo, é apenas um sentimento.
Lembro-me de um momento que vivi quando era criança. Foi na escola, num lindo dia de primavera. Estava eu sentada num banco, sozinha, solitária e triste. Estava cheia de fome e não tinha nada para comer, esquecera-me do lanche em casa. De repente, uma menina aproxima-se de mim. Tinha os olhos azuis, tão azuis como o céu; tinha umas tranças loiras e usava um vestido cor-de-rosa. Parecia simpática e muito bondosa. Sentou-se ao meu lado e ofereceu-me o seu lanche “Toma, estou a ver que estás cheia de fome!” – disse ela. Nesse momento, acho que senti o amor, como se fosse a pessoa mais sortuda do mundo. Não dá para descrever aquele sentimento de felicidade.
Na minha opinião, todos devemos dar amor a alguém, fazer o bem aos outros. Um simples gesto pode fazer uma enorme diferença. De uma coisa podem ter a certeza: quando transmitimos o amor a alguém, apesar de estarmos a dar, também recebemos, pois sentimo-nos felizes quando conseguimos ajudar o outro e tornar o seu dia mais feliz.

                                                                               Gabriela Jin Lai 8ºB



Poema de São Valentim

Dia de São Valentim,´
Dia das cantarinhas.
P’rós rapazes um festim,
P’rás meninas umas cartinhas.

Antigamente, não era isto!
Antigamente, não era assim.
Os meninos só namoravam,
Se os pais dissessem “Sim”.

Agora, nããooo!
Dizer aos pais? Nem pensar!
É tudo a segredar
Uma breve paixão!

É tudo por telemóvel,
Quase que nem paixão há.
É beijinhos aqui, beijinhos acolá,
E no fim “Ai, já não dá!”

O amor não é assim,
O amor move montanhas,
E esta gente a desperdiçá-lo
A apanhar castanhas.

É fotos aqui, fotos ali,
Mas na verdade é tudo uma farsa.
Parecem a Dama e o Vagabundo,
Juntinhos a comer massa.

Olho para o lado, um casalinho;
Para o outro, uma curtição.
E eu ando para aqui sozinho,
À procura da outra metade do meu coração.

Eu gostava tanto de encontrar
(Percorreria o mundo inteiro …)
Alguém que eu pudesse amar,
Com quem pudesse viver um amor verdadeiro.
                                                                                       Maria José
                                                                                      (pseudónimo)


Querida Gabriela!


Escrevo-te esta carta para tu saberes o quando eu gosto de ti.
És uma rapariga espetacular e eu gosto mesmo de ti.
És gira, tens uns olhos que eu admiro muito e um cabelo muito sedoso.
És muito corajosa e alegre, tens uma personalidade forte e muita maturidade.
Espero que fiques muito alegre quando acabares de ler esta carta, pois eu sei que sabes quem a escreveu.
Continua com essa inteligência espetacular e nunca percas o sentido de humor que tens.
O Amor

Olá Gabi!
Fiquei apaixonado quando te vi.
O amor é uma arte,
Mas sofrer com ele faz parte.

És a minha estrela guia
E para sempre te vou amar.
Isto é tudo ironia
Este texto é a brincar.

Beijinhos e abraços.

                                                                                        Quim da Pena
                                                                                         (pseudónimo)



Dona Maria Alice Freitas Costa
O meu amor por ti não acaba.
Na minha cabeça só tu existes,
A tua voz é única e doce.

A única pessoa que não me critica.
Levavas-me à escola quando era pequeno,
Inventavas histórias e contavas outras reais.
Com certeza és a pessoa mais especial da minha família.
Eu amo-te muito!

                                                                                      Rodrigo Maia 8ºC


terça-feira, 13 de fevereiro de 2018


Poema carnavalesco.

Queria fazer um poema para o Entrudo.
E saiu-me um poema todo barrigudo.
Queria falar dos foliões e dos bailaricos.
E saiu-me um poema cheio de abanicos.
Queria falar dos disfarces e dos mascarados
 E saiu-me um poema com versos sincopados.
Queria falar do cozido à portuguesa,
Comida típica do Carnaval.
E saiu-me um poema com sabor a Natal.
Queria falar dos confettis e das serpentinas
E saiu-me um poema com graças de meninas.
Queria falar de tudo um pouco.
E não é que me sai um poema com ar de louco?

Cândida Passos 11-02-18




                                                      Dia de S. Valentim pelo 6º A

                                                Sucata de Santa Maria, rua do lixo, 14 de fevereiro de 2018
Querida Lua!

Um dia, tu vais olhar para a Terra e vais pensar: “Onde estará aquele pequeno pirilampo?” Acontece que aquele pequeno pirilampo era eu a tentar que tu olhasses para mim. Mas, infelizmente não resultou. E a distância entre nós, não ajudou, aliás só piorou a situação. De qualquer forma, provavelmente, tu não irias querer saber de mim, um candeeiro vulgar, como tantos outros iguais. Pois é triste!
Não gosto nada do facto de seres assim: tão arrogante, tão egoísta, tão soberba… Mas de qualquer forma, isso não interessa, pois agora é tarde demais.
Sei que nunca quiseste saber de mim, mas eu de ti, apesar de todos os teus defeitos, nunca te esquecerei.
Escrevo-te esta carta, como forma de despedida. Neste momento encontro-me numa sucata à espera de ser reciclado.
Beijinhos,
                                                                                                            Do teu candeeiro.

P.S. Espero que um dia encontres alguém de quem gostes.

                                                              David Rodrigues, 6º A




segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018


Alegrias carnavalescas

A alegria anda no ar.
É o Carnaval a chegar!
Cheio de sorrisos
Para distribuir!
E vamos todos lá curtir!

Desfiles, desfiladas,
Palhaços, palhaçadas…

Crianças preocupadas,
No que vão encarnar.
Príncipes ou princesas?
Duques ou duquesas?
Jacarés ou chimpanzés?
Estão cheias de incertezas!

Bailes e bailaricos,
Concursos e concorrentes,
Cortejos imponentes!
Uma multidão de gentes!

A alegria anda no ar!
É o Carnaval a chegar!
Cheio de sorrisos
Para distribuir.
E vamos todos lá curtir!

Confettis e fitinhas,
Brancas, azuis, de todas as cores…
E as nossas criancinhas, perdidinhas de amores!
Pois,
O Carnaval está a chegar
E traz alegria no ar,
E sorrisos para partilhar!

Cândida Passos  28/02/14




                                                                                  

Dia de S. Valentim pelo 6º D


     Sucata de Briteiros, 6 de fevereiro de 2018

Olá minha querida Lua!

                Escrevo-te esta carta para dizer que amo-te muito. Às vezes mandava a minha luz o mais alto que podia, mas tu não me ligavas. Estavas muito longe para veres um pisca-pisca da Terra. Estavas demasiado preocupada com a tua beleza, que nem quiseste saber de mim. Cada vez mais te preocupavas com o teu aspeto e eu sempre iludido com a tua luz branca e cintilante, o teu luar radiante. Muitas das vezes até me punha em bicos de pés, para que a minha luz chegasse mais alto até ti, mas tu nada…
                Lua, vamos fugir os dois? Vamos mais além do que já fomos? (No meu pensamento, claro). Sabes, neste momento estou na sucata e daqui não saio. Salva-me desta sucata escura. Vamos ser felizes, juntos.
                No sítio onde me encontrava, antes dos senhores da Câmara Municipal me arrancarem para me substituírem por candeeiros mais modernos, ligava e desligava a minha luz. Passava a noite acordado só para te ver. A distância que nos separava fez-me mal. Muitas das vezes aconteciam coisas engraçadas que me distraíam. À minha frente muitas pessoas caíam por causa de um buraco no meio do passeio. Outras estavam ao telefone e ima de encontro a mim.
                                                                                                              Um grande beijo, minha querida!
                                                                                                                             Do teu amor, Candeeiro
P.S. Não te esqueças de me salvar. Estou com os dias contados.

Cristiano Sousa, 6º D






quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018



CLUBE  DE ARQUEOLOGIA

Na sua viagem pelos Projetos e Clubes do Agrupamento de escolas de Briteiros, o Clube de Jornalismo foi agora informar-se sobre o Clube de Arqueologia.



                            Entrevista ao professor José António Oliveira




Apresentação:

Sou o professor António José Oliveira e tenho 48 anos.


Clube de jornalismo: Há quanto tempo dá aulas?

António Oliveira: Leciono há 25 anos.

Clube de Jornalismo: Qual é o clube que dinamiza?

António José Oliveira: O clube de Arqueologia.

Clube de Jornalismo: O que faz no clube?

António José de Oliveira: Vemos filmes sobre arqueologia, trabalhos sobre a citânia de Briteiros, atualizamos a nossa página de facebook, utilizamos a mesa interativa, com conteúdos relacionados com a citânia de Briteiros e do patrimônio da cidade de Guimarães e damos palestras sobre arqueologia.

Clube de Jornalismo: Como surgiu a ideia de criar o clube?

António José Oliveira: Pela proximidade e ligação da nossa escola à citânia de Briteiros.



Elaboradas  por : Fabiana mais, 5º B;
                              Sofia Lima, 5º B.





Alunos apurados para a 2º fase do Literacia 3D:


Margarida Cunha do 6º C  na Literacia das Ciências;

Gonçalo Castro do 7º A na Literacia da Leitura;

Fabiana Vieira do 8º B na Literacia do Inglês.

Parabéns e boa sorte para a 2º fase que se realiza no dia 28/02/18 em Braga.





quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018




Pipilos

Passarito, que pipilas anseios de uma semente.
Voa até à minha mão
Que eu dou-te uma migalha de pão.
Passarito, que pipilas baques de medo
Pois um gato deseja-te, no seu melhor segredo.
Passarito, que pipilas a alegria de poderes voar
A liberdade de pássaro a passarinhar.
Voa até ao peitoril da janela.
Que eu dou-te uma migalha de pão.
Passarito, que penteias as tuas penas coloridas
Vem ter comigo ao meu jardim florido
Que eu dou-te uma migalha de pão.
Passarito, que pipilas bem alto a tua canção.
De passarito que é feliz, mas que precisa de uma semente.
Ou de uma migalha de pão.
Para saciar a sua fome de passarito saltitão.

Cândida Passos 28-01-18